12 de fev de 2008

QUENTE começo de ano


NOITE FORA DO EIXO

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO (Vergueiro)

Sala Adoniran Barbosa
16/02 - SÁBADO - 19h
Ingressos: R$10,00

  • Terminal Guadalupe(PR)
  • Los Porongas (AC)
  • participação especial de Macaco Bong(MT)

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Sobre os primeiros shows do ano...

Clube Belfiori – 25 de janeiro – Aniversário da cidade de São Paulo

O primeiro show do ano foi marcado pela presença de muitos acreanos. A noite de 25 de janeiro foi quente e a sensação de estarmos tocando em casa só nos deu mais gás em cima do palco. Foi a segunda vez que tocamos lá. A casa é massa, tem um dos melhores sons da noite paulistana e pra completar ainda levamos nossa bateria, o que deixou o clima sonoro mais propício para a festa de aniversário, afinal era o aniversário da cidade de São Paulo e o Clube Belfiori tinha os Los Porongas para dar os parabéns à Sampa, junto a um público de quase quatrocentas pessoas.

Na passagem de som, mais cedo, fomos entrevistados por uma simpática repórter do site Showlivre, que também registrou duas músicas ao vivo. Em breve deve estar no ar.

Ah, depois da passagem de som, nota para a session na casa de Mariângela do Urbanaque, que mora lá pertinho do CB, na Barra Funda. Pizza, papoblended e o contato imediato com um cara chamado Shlomo, o maior beat boxer do mundo. Tem coisas que só o youtube faz pra você! Diz aí se não é impressionante.


OUTS – 08 de fevereiro – Grito Rock São Paulo

Só de participar de um evento que se realiza em quase cinqüenta cidades em toda a América Latina, já faz valer a pena entrar no poronga-móvel, arrumar os equipos e descer a boa e velha rua Augusta de guerra a 20 por hora (tudo bem, podia ser 120, mas eu acho que não tinha engarrafamento na década de 60, quando fizeram essa música em homenagem à rua das primas).


O Grito em São Paulo foi a prova concreta de que realmente estamos vivendo um novo tempo na música brasileira. Numa típica noite paulistana, se apresentavam no mesmo palco bandas de vários cantos do país: Los Porongas (Acre), Bixo do Lodo (Rondônia), Stuart (Santa Catarina), Seychelles (São Paulo) e Watson (Distrito Federal). Isso só no segundo dia...

Quem quiser saber mais sobre o gritão geral (inclusive o Grito Montevidéo, que reuniu mais de quatro mil pessoas) é só clicar aqui e sobre o resto da programação do grito de Sampa aqui.



Seychelles (SP)

Bicho do Lodo (RO)

A noite no Outs teve um clima de festival mesmo. Com direito à banquinha de produtos indies e muito papo entre os músicos, produtores, fotógrafos, público e jornalistas presentes. Tudo muito bem conduzido pela galera do Escárnio e Osso que passou o ano de 2007 indo pra festivais em todo o país e agora além de estabelecer uma base de contatos Fora do Eixo na capital do eixo, São Paulo, aplica o que viu por aí nos eventos que organizam por aqui.

Chegamos no final do show do Seychelles (SP) e conhecemos, enquanto nos preparávamos para entrar no palco, el pueblo de uma banda muito interessante, o Watson, de Brasília, que aliás, fez um ótimo show. Ainda lembro da camisa do criativo baixista onde dava pra ler BRASILHA, definitivamente uma boa alusão à cidade do concreto curvo e largo e do céu mais bonito de Caetano.

Watson (DF)

Pensando nisso, nas ilhas que somos, não foi difícil chegar à conclusão de que com essa verdadeira revolução estrutural do mercado da música no país, só fica ilhado quem quer, ou quem acha que não há nada além do próprio umbigo. É o Brasil se conhecendo e em alguns casos, como esse, se reconhecendo. Vida longa ao Watson. Vida longa e fértil ao Circuito Fora do Eixo e aos muitos gritos que virão. E precisamos gritar, sempre. Que isso fique claro.

Todas as fotos deste post por Renato Reis.

Saudações a todos.

diogo

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