8 de abr. de 2006

Influências Influenciáveis II




U2?????
O que dizer desses caras? Que, como o nome já diz, quando está em ação voa acima de tudo e de todos.
Não é uma tarefa fácil!
Mas posso falar de quando uma música mudou minha vida ou que me mostrou novos caminhos. Foi na época em que pra mim, só existia heavy metal e suas outras vertentes. Meu amigo Rezende, na época, grande colecionador de discos, me mostrou “The Joshua Tree”, até ai pra mim nada de mais, achava que música só era boa se fosse “alguma coisa” metal, triste ilusão, mas, tinha uma canção lá, que, como um toque de Deus acendeu uma pequena chama em meu coração. Passados alguns anos, como Nietzsche uma vez disse: “Só depois de deixarmos à cidade e que vemos quão altas são suas torres...”, numa loja, esse disco voltou a passar por minhas mãos, não que ele tivesse no meio dos meus preferidos, mas ao lado, e resolvi comprá-lo não sei o porquê e como conseqüência reencontrei a canção que desta vez não se contentou em dar apenas um sopro, mas, jogou todo tipo de inflamáveis no meu coração... Até hoje quando escuto tenho a sensação que os caras foram abençoados e me abençoaram também. É uma explosão de sentimentos que seria bobagem minha tentar descrever.



Adam Clayton: é pra mim uma grande influência musical, linhas de baixo simples como eu gosto, mas cheias de sentimento e beleza.
The Edge: o cara inventa e tira os sons mais legais e bonitos de uma guitarra.
Larry Mullen: fundador e pilar de sustentação, levadas simples e originais, a banda é ele.
Bono: letras, melodias, político, simples, carismático, é o cara da frente.

É, como disse antes não é fácil falar do U2, principalmente eu que não tenho essa habilidade toda pra ficar analisando as coisas, prefiro ouvir e sentir se é bom, honesto e verdadeiro, e isso, os caras transmitem pra mim com muita firmeza.

Ah! O nome da música é In God´s Country.

(No País de Deus).

Abração,

Márcio Magrão

2 de abr. de 2006

falado teatro da vida...


"...fiz um retrato calado / do falado teatro da vida..."

semana agitada. vários shows (porongas, caricatus, dona chica), eventos diferentes... diversidade. essa foi a semana do teatro... segunda-feira passada foi o dia do teatro. houve uma programação durante a semana... na sexta tocamos na inauguração do galpão das artes, na gameleira.

o evento tinha uma programação com poesia, teatro e música, com os porongas... houve um atraso... nada que atrapalhasse... a fetac, federaçao de teatro do acre fez uma manifestação... insatisfeitos com a política cultural do estado... liberdade de expressão. falaram, desabafaram... fizeram uso do direito constitucional de dizer o que pensam... eu lembrei do manfredini, o manfredo, o renatinho, aquele que por causa do bertrand russel mudou o nome pra russo... o manfredo não fazia teatro, mas conhecia como ninguém, dentre a turma do cerrado, a obra do sheakspeare, do bretch, do boal... o manfredini sabia das coisas.

qualquer dia desses eu faço um post sobre a influência do manfredo na minha vida artística, dando prosseguimento aos posts “influências influenciáveis” iniciado pelo joão (aliás, quem não leu deveria ler! vai lá embaixo!).


o manfredo falava cada coisa... lembrei de marcianos invadem a terra. música que foi lançada no álbum póstumo, uma outra estação, em 99, mas que havia sido gravada na época em que lançaram o dois, bolacha que tinha a viceral fábrica e a história de casal mais cantada pela juventude brasileira, eduardo e mônica, dentre outras canções poderosas. marcianos invadem a terra era um contrasenso. foi excuída do dois e ficou guardada por anos... para ser lançada no disco póstumo. quando aconteceu, dividia espaço com músicas gravadas por renato, já muito abatido, em seu último ano de vida, época em que foi lançado o prelúdio de sua morte, a tempestade ou o livro dos dias... dá até tristeza quando eu lembro do disco, um dos primeiros que dissequei, ouvi mesmo, incessantemente. em marcianos renato sustentava a melhor fase de seu timbre pesado e intenso e trazia uma poesia muito peculiar, advinda da mistura de outras referências artísticas quando viveu a fase trovador solitário quando cantava se acompanhando com um violão pela capital... renato era antes de tudo um poeta e um folker man. dessa época restaram canções como faroeste e cabloco. mas... eu tava falando do dia do teatro... do galpão... ah, sim. lembrei de quando os marcianos invadiram a terra e eu cantei, dentro de mim...

“diga adeus e atravesse a rua
voamos alto depois das duas
mas as cervejas acabaram
e os cigarros também

cuidado com a coisa coisando por aí
a coisa coisa sempre e também coisa por aqui
seqüestra o teu resgate
invenena tua atenção
é verbo e substantivo, adjetivo e palavrão

e o carinha do rádio não quer calar a boca
e quer o meu dinheiro e as minhas opiniões
ora, se você quise se divertir
invente suas próprias canções

será que existe vida em marte?
janelas de hotéis
garagens vazias
fronteiras, granadas
lençóis

existem muitos formatos
que só têm verniz e não têm invenção
e tudo aquilo contra o que sempre lutam
é exatamente tudo aquilo que eles são

marcianos invadem a terra
estão inflando meu ego com ar
e quando acho que estou quase chegando
tenho que dobrar mais uma esquina

e mesmo se eu tiver a minha liberdade
não tenho tanto tempo assim
e mesmo se eu tiver a minha liberdade
será que existe vida em marte?"


o galpão das artes

  • o galpão é um espaço que está sendo administrado pelo grupo de teatro vivarte, com o apoio da fundação elias mansour. a idéia do espaço é reunir artistas de diversas áreas em eventos que congreguem a classe e a população com música, poesia, teatro, artes plásticas e áudio-visual. A idéia é muito boa e tem tudo pra render. o espaço tb vai contar com uma parte específica para formação. nesse aspecto já está quase fechado um curso de ritmo e percussão que vai ser ministrado pelo anzol. muito provavelmente o ecos da tribo pode voltar a ser realizado no galpão. boa sorte à rita, à dani e ao vivarte nessa empreitada.

    e na inauguração...
  • quem diria... a senhorita gisele lucena em cena. linda e teatral. muito bonita a performance do grupo.
  • romualdo freitas também fez valer a idéia de que aquele é um espaço do teatro. o cara é bom, pacas. pena que foi curto e a galera não ter se acostumado ainda a ouvir apresentaçoes sem microfone. tudo questão de tempo.
  • a james som nao decepcionou. manoel e neto comandaram e foi uma cacetada. mais uma vez rolou o homem amarelo pra galera da sonorizaçao!
  • tivemos a honra de ter a luz por um ícone da iluminaçao cênica do acre, luis rabicó, que vive perguntando quando é que vai ter porongas no teatrão...

Coletivo de comunicação

e a idéia do coletivo de comunicação continua firme e forte. o espaço no site notícias da hora (http://www.noticiasdahora.com/) vai contar como anda a cena em rio branco. na quinta, data em que a coluna é postada vão rolar as resenhas sobre os shows que aconteceram no flutuante, semana passada, além da resenha do disco do álamo kário.

aqui no blog, sempre as notícias da banda e a partir de hoje... resenhas de outras pessoas sobre os nossos shows! agora eu quero ver a galera botando o dedo na ferida. rs rs rs. quem aceitou o desafio dessa vez foi o adildo neto. Segue a resenha do adaildo, sem tirar uma vírgula, sobre o show no galpão das artes.


los porongas (sexta feira - 31/03/2006)

Dia 31 de março, noite de sexta feira, Gameleira. Inauguração da Galeria da Arte do grupo VivArte. Naquele espaço quente e umido, cheio da energia amazonica e daqueles que acreditam na arte independente. Na Galeria as vibrações positivas que estampam suas paredes e portas ditou o tom e o som dos Porongas iluminaram nossas mentes. Numa noite que para muitos vai ser inesquecivel.Quando se inicia o show, acreditei estar num mundo paralelo, pois o encaixe do som com o local foi perfeito."Tudo acima do chão/ Flutuando sem paz/ A visão vem do que sentes" Tudo ao contrário. A cada musica uma miração diferente recheada de energia 100% amazônica. Nessas horas o calor pouco importava e o extase tomava conta dos presentes. "E o tormento é sempre a solução" Lego de Palavras. Destaque para Vovó Alice que ganhou uma nova roupagem, para alegria de alguns e tristeza de outros."Só misturando pra ver no que vai dar". Porém, isso comprova que os Los Porongas não se prende ao passado e coloca a prova sucessos já consagrados na boca do povo, sem medo de ser feliz. Vale resaltar também que a acústica do local estava boa e a presença de palco da banda foi simplesmente impecavel. Avante Porongas, pois, a proa quando apruma avoa!
Adaildo Neto

saudações amazônicas a todos. diogo. losporongas@gmail.com

26 de mar. de 2006

31/03 - INAUGURAÇÃO DO GALPÃO DAS ARTES
companhia de teatro vivarte + los porongas
rua eduardo assmar, antes da gameleira, bem no cemitério das mangueiras...
mais informações a partir de terça-feira

de repente I

los porongas - enquanto uns dormem “... um mosaico poético que de resto se espalha de maneira ubíqua por todo o cd, como uma pletora intensa de exaltação à palavra concebida com maestria e exatidão, dando estofo sublime a canções idem...” Humberto finatti – coluna zap’n’roll – site da revista dinamite ihttp://www.dynamite.com.br/portal/view_coluna_action.cfm?id_colunista=23&id_show=426 grata surpresa a resenha do finas! Aquilo que nos dizia, há três anos, que a estrada é torta mas é essa, só ganha força com essas notícias. A resenha ganhou a atenção da mídia local (página 20 e a tribuna) e pode ser conferida em matéria no site notícias da hora: http://www.noticiasdahora.com/noticias.asp?n=10092&t=3

de repente II

porongas no destaque do trama virtual abro o e-mail dos porongas e me deparo com a mensagem de dois thiagos: um longuini e outro lucena... “estamos felizes de ver vcs em destaque no trama! parabens!!!!!!!!!!!!!!!!créditos ao macapá! pow parabens do fundo do coraçao agente se ve no acre.. tamo em sao paulo agora mais agnete se ve. fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”

1º - até agora não me lembro quem é o tal do macapá! (será que é uma confusão ou uma alugação trocando o nome das capitais? Rs rs rs)

2º - digito http://www.tramavirtual.com.br/

3º - percebo que os thiagos não estavam brincando...

4º - vejo e ligo pros outros porongas dizendo que a banda figurava no quadro de destaque do tramavirtual, com a mãozinha amarela indicando que o som é massa.

5º - pra fechar a tampa: das 20 bandas que ficam em destaque... o acre, com os porongas, é o primeiro da lista! http://www.tramavirtual.com.br/destaques.jsp

o bacana é que o tramavirtual tem mais de 23 mil artistas cadastrados e que apenas alguns têm o selo de qualidade do site. essa foi outra grata surpresa, nesse domingão pós show, que comemoramos com todos os fãs e com todos aqueles que acreditam na força da música independente, bem como os que põe fé no emplumado sonho de asas da música acreana!

ESSA É UMA VITÓRIA FORA DO EIXO, C#%@*☼§!!!!!!!

sobre os shows na uninorte e festa do sol

24/03 – sexta, na uninorte já passava das nove quando eu, o joão chegamos à uninorte. márcio e anzol já estavam por lá... devo dizer que na chegada, a impressão da estrutura não foi das melhores. o palco conseguido pela organização se perdia no vão do estacionamento da uninorte, colocado sob um poste de luz branca que matava uma porcentagem considerável da luz cênica que fora montada. contudo, um bom público se fazia presente. lá estavam alunos, professores e curtidores de música com suculentos copões de cerveja na mão trocando idéia, comentando sobre as bandas, interagindo... enfim, o clima universidade/bicho-grilo/papo-cabeça (isso é um elogio!) era muito agradável.

a sufrágio, banda do baixista newton, contando com o “onipresente” vitor na batera, fazia sua penúltima música, com um arranjo que chamou a atenção. logo em seguida, os caras se despediam com uma música do rpm.

em seguida entraram os brothers da dona xica botando a galera pra dançar com um repertório de músicas próprias e mais uma marca da banda: execuções de uma de suas maiores influências, os cariocas do rappa. pescador de ilusões, que costuma soar over, em razão de sua ultrapopularização decorrente do sucesso d’o rappa mundi, formou um bonito coro de universitários musicais. a dona xica se despediu, sob aplausos de um público ainda muito distante do palco, com uma versão para maneiras, música recentemente interpretada pelos petardos do santa marta no disco o silêncio que precede o esporro.

já eram mais de 10 e meia quando os porongas tocaram o primeiro acorde. retrato calado foi a escolhida pro começo. por sorte, o público atendeu ao chamado de aproximação, o que deixou o clima muito mais quente e proporcionou um melhor aproveitamento da estrutura de som, relativamente pequena para um espaço aberto. quando o show começou percebemos, os quatro, o quanto tinha valido à pena topar tocar naquele evento. o cachê foi a diversão de um show “entre amigos” e pessoas que nunca tinham visto a banda ao vivo; a força pra um movimento acadêmico que tem tudo pra continuar e dar mais certo; a interação com a sufrágio e dona xica, mais uma vez. noite universitária na total acepção da palavra (total, não porque não tocamos raul, e show que não tem raul não é plenamente uiversitário! rs rs) e que foi terminar lá pras tantas depois de meia-noite, com um público animado (nessa hora os copões de cerveja começavam a surtir efeito, assim como os de vinho... inclusive no autor destas linhas tortas, rs rs). o fato do público ter nos deixado muito à vontade propiciou bons improvisos. do que resta na memória, faço conta do que rolou em homem amarelo, pedida com veemência pelo manoel, técnico da james som, com direito à participação especial da equipe de sonorização (beto e cássio) com efeitos na voz, na caixa e viagens de luz na volta pro refrão. e come together (oferecida pro bala – isso é o que eu chamo de integração com o metal) com espasmos rítmicos do anzol que embalaram um medley poético-acreano. passeio pela poesia dos camundogs e do mapinguari blues: “os meus sonhos se perderam no momento em que você reconheceu meus erros por amor ou prazer... / quero ter pra onde ir, quero ter pra quem rezar / quero ter como fugir...” / / “quem tem o sol? / quem tem a lua? / quem é a estrela que realmente um dia possa nos levar daqui?”

pontos de vista de pontos diversos de pontos

  • louvável a iniciativa do dce da uninorte nos quesitos diversão, entretenimento, arte-cultura, incentivo à bandas novas;
  • duca, também, a atenção e boa vontade da talita e da janaína (uninorte) na negociação com as bandas, no respeito com todos os artistas que se apresentaram e tb pelo esforço em fazer com que tudo estivesse de acordo com o que deve ser (palco, som/luz, programação);
  • parabéns ao público presente que prestigiou as bandas, principalmente as mais novas, dando crédito ao trabalho dos rockers/ac de plantão;
  • a dedicação da equipe james som, que mesmo surpreendida com o fato dos shows serem em lugar aberto, o que requer uma estrutura maior do que a foi pra lá, tirou leite de pedra e provou porque tem sido a equipe que mais trabalha com as bandas em rio branco;
  • a uma poesia do omar salomão, pendurada num mural por lá;
  • é bom pensar em outro lugar dentro da faculdade pra realização dos próximos eventos, contudo, se for rolar lá de novo, a dica é de mais um item imprescindível, que funcionou muito bem na ufac: uma tenda montada resolve o problema, porque as bandas e seus equipamentos não ficam no sereno e o público naturalmente se chega mais!

25/03 – sábado, na festa do sol

círculo militar, carros, gente, música, gente, gente e gente. putz, a festa boa quando entra em serviço não brinca. Mesmo com outros eventos na cidade o que tinha de gente festando na associação dos militares não era brincadeira. parece que quando junta o elvis, o joel e o brito o negocio não é cair na noite mas amanhecer nela. e não era esse o motivo de tantos telões, dj’s, tendas e inclusive, a gente estar ali? era. então... que viesse o sol.

já eram quase duas horas quando subimos ao palco. a festa tava lotada e a pista de dança idem, apesar do desconcerto da atoladinha, bola de fogo e outros personagens deploráveis se fazerem presentes logo antes do show de uma banda de rock. mas os caras acham que o funk carioca é como radiohead, todo mundo gosta e, dependendo do disco, da pra ouvir a qualquer hora! detalhe mínimo. quando o riff de não há ecoou no circulo militar, a eguinha pocotó passou por lá e levou seus parceiros embora. Começava a cena rock do espetáculo. a receptividade do público foi muito intensa, o que mais uma vez nos deixou emocionados. detalhe para o magrão, mais dançante que de costume e para a indianordestinizada do jota (with a incidental song, asa branca, by luiz gonzaga) na introdução de ao cruzeiro.

somado às boas notícias que recebemos essa semana, o show de ontem foi a comprovação de que o rock acreano realmente está ultrapassando fronteiras... não há – o escudo – lego de palavra – tudo ao contrário... começou assim e terminou em subvertigem, um ponto final mais continuando que tudo, apontando pro futuro. a noite de ontem teve um doce sabor de caminho certo. na passagem de som, mais cedo, tínhamos percebido que ia ser uma pancada. deu pra afinar as poucas, mas eficientes lâmpadas pares, criando climas estáticos de azul, âmbar e luz branca; deu pra pra sentir a pressão do ampli do magrão e a lapada da guitarra do joão, graças ao “santo glauber”. pra quem não sabe, o glauber, nosso brother, emprestou o cubo dele pro joão fazer o show;

tirando o cubo que a equipe disse que ia mandar e não mandou (o que fez com que a operação “cubo do glauber” tivesse que ser desencadeada às pressas) o som foi do caralho. a compensação para o estresse da “operação cubo” veio com a estréia do microfone pra captação de guitarra, que o biau trouxe da sua última viagem à sampa. o joão parece ter gostado do resultado. e quando o assunto é som é sempre bom lembrar que quem faz som é gente, portanto vale dizer que o tigrão e o natalino, os técnicos da biau som, não só foram gentis, como embarcaram em todas as nossas viagens pacientemente, desde a afinação da iluminação até os ajustes dos timbres de cada instrumento;

só tinha cineasta por lá ontem! queremos ver as filmagens do nóis e nóis!!! quem tiver fotos e quiser nos enviar o endereço é: losporongas@gmail.com
finalizando em mosaico de cores e letras.saudações amazônicas e fora do eixo!

o imagético concretismo da dualidade

a dúvida, a divisão, há dois

o céu e o inferno...

[o ambar e o azul

o som e a luz ]

] a [
m ú
s i c a e a p o
e s i
a...
as almas serão salvas pelo caminho do meio...

prenúncia das metafísicas orientais...

salvem-se os poetas

pela antítese

e pelo paradoxo...

saudações amazônicas entre o céu e o inferno!

24 de mar. de 2006

Influências influenciáveis

Fala, galera!
Os Porongas têm lá as suas influências, e não são poucas...
A idéia aqui é dos membros da banda sempre estarem colocando um post sobre bandas ou artistas que o influenciam de alguma maneira. Nesse primeiro post, fiz um pequeno texto sobre uma grande referência pra mim e para o restante da banda, acredito:



O som multiclimático do Coldplay




Simplicidade. Oito mãos, às vezes seis , executando algumas das mais belas canções que já ouvi na minha vida, (depois dos Beatles, claro). Coldplay, som frio, mas que se esquenta aos riffs de ‘Daylight’ e ‘Yellow’, e te joga completamente pra baixo quando denunciam a eterna perseguição paranóica dos agentes sonoros de ‘Spies’.
O que é isso? Música que brinca com a alma? Preenchimento harmônico em conflito com a desarmonia espiritual... Vontade de jogar tudo pra cima...
Tecnicamente falando... Bem, reflexo total da honestidade com o que se faz. Cozinha funcionando na hora certa, sem grandes solos ou viradas, numa continuidade sonora que garante ao vocalista e pianista Chris Martin um belíssimo passeio melódico de suas vogais e consoantes, captadas por ouvidos ainda muito mais honestos de engenheiros e produtores quaisquer do maravilhoso mundo musical inglês.
Os riffs e intervenções de John Buckland, guitarra, me remetem ao fiel beato, que senta ao ouvido do padre no confessionário e despeja seus mais profundos segredos. Diante disso, só me resta “confessar” que o cara é hoje (ao lado da estátua sagrada de George Harrison) uma das maiores influências naquilo que tento fazer com a parte aguda das cordas dessa brincadeira quase séria chamada Los Porongas.
Guy Berryman faz com o baixo o que eu sempre tive vontade de fazer com a minha vida: organizá-la e dar um rumo certo a ela.
As levadas contínuas e ultra-precisas da bateria de Will Champion são o grande alicerce sonoro da banda, sempre com muita pegada e atenção.
Bom, é isso, Coldplay é um dos sons que eu mais escuto hoje em dia, e uma grande influência pra banda. Mais posts de outros influentes virão em breve..!!

Abraços,

João Eduardo

18 de mar. de 2006

retroalimentaçao...

nesta "edição" (rs rs rs):
  1. agenda de shows (confirmado o show na Uninorte!)
  2. ensaios sobre retroalimentação (despedida do babu)
  3. los porongas é destaque em programa do skank henrique portugal
  4. los porongas na revista da mtv - edição de março (58)
  5. folha de são paulo cita los porongas na ilustrada
  6. como foi o show no cafezin (17/03 - sexta)

SHOWS
23/03 (sexta) - SHOW NA UNINORTE, pátio da faculdade,
a partir das 19:00
bandas: sufrágio, dona xica e los porongas
25/03 (sábado) - FESTA DO SOL, círculo militar, 00:00
ingressos antecipados: na pejon a R$15,00
sendo que os primeiros 300 valem pra duas pessoas

31/03 (sexta) - INAUGURAÇÃO DO GALPÃO DAS ARTES,
rua eduardo assmar (calçadão da gameleira), algum número
mais informações em breve

Retroalimentação... de onde saiu essa palavra? eu também não sei, nem sei se é um neologismo, ainda não procurei no dicionário, nem no google. se tiver um significado pode ser bem diferente daquele que imagino quando ela se manifesta no mundo que existe depois da boca... criação dos outros, em outras linguagens, outras artes, que alimentam. retoralimentação artística. conceito essencial para que a nossa alma se matize em obra de forma plena. o oráculo falava de um batera... desses que só sabe o nome quem assina revista de bateria... o cara estudava 15 horas por dia. devia ser um puta batera... aí o anzol questionava: um cara que estuda 15 horas por dia, obsecadamente, não tem muito temo de sofrer por amor, de comer com os amigos, de ir ao cinema, de se dedicar ao pôr-do-sol... retroalimentação, se faltar, pode ficar bonito que só, mas é só bonito, técnico. e arte é mais que isso...

que modo de começar o post... era pra falar sobre a banda? putz! muita coisa boa rolando. showzaço na recepção dos calouros da firb, retrato calado no programa do henrique portugal do skank, enfim novidades para serem divididas. falo no final. voltemos à retoralimentação.




adão II, babu, cuiabano que reside no acre há dois anos, que tem uma filha e uma esposa lindas, que parte para salvador daqui duas semanas, que pintou o acre urbano como ninguém ainda havia feito, que deixa amigos, que se fez conhecer como paint rocker com o ecos da tribo, que construiu sua história com aquarela, spray, portas de geladeira, coração aberto e um sorriso intermitente.


retroalimentação - lições de um pintor em seu ateliê I
noções básicas de cadeia produtiva / valor artístico e valor de mercado

"cara, sou artista até a última pincelada, no último quadro da série. depois eu viro marketeiro, jornalista, vendedor, negocioador... depois de feito tem que correr atrás. a arte pra ser verdadeira tem que ser enquanto eu faço, depois que fiz vai se submeter ao gosto ou não gosto de outras pessoas."

retroalimentação - lições de um pintor em seu ateliê II
juízo de valor sobre arte contemporânea / diferencial da arte

"a diferença entre um advogado, um médico ou outra profissão qualquer para o artista? o advogado tem que agir como manda a lei, senão ele tá errado, o médico dentro da técnica, senão ele mata o paciente, ao passo que o artista pode fugir da técnica e seguir o espírito, romper sem se preocupar. o máximo que vão dizer é que o que ele faz é uma merda, assim como fazem os conservadores quando surge qualquer movimento de vanguarda."

essas idéias, visões de mundo, extraídas da música que escuta, dos livros que lê, dos filmes que vê, do tempo em que passa com sua filha e esposa, das sessions mais apuradas, dos papos com os amigos permitiram que, por sua obra como artista visual, tenha sido escolhido pelo rumos itaú cultural para ganhar uma bolsa e estudar artes visuais na bahia.

essas ideias, visões de mundo... podem ser vistas penduradas na parede do salão de exposições do sesc centro até o dia 31 deste mês. ou depois, só que em várias residências e espaços públicos porque quase todas as telas foram compradas durante o vernissage.

corre, adão, corre que nova iorque é bem aí pra ti.

drops, news, etc, etc, etc...

los porongas é destaque em programa do skank henrique portugal

deu nos jornais. retrato calado foi selecionada pelo henrique pra rolar no seu programa. a chamada sobre a banda dizia "los porongas: destaque na crítica independente" o cara mandou um e-mail dizendo que tinha gostado e desejando boa sorte. Valeu, mesmo. mais em : http://www.jornalatribuna.com.br/w2110.htm

los porongas na revista da MTV - edição de março (58)

graças a deus temos boas almas que nos informam das coisas... dessa vez foi o thiago fialho, na nossa comunida do orkut, segue a transcrição e a torcida do fialho:

"E na edição deste mês da revista, saiu na coluna do Gabriel Thomaz, dos Autoramas: "E lá no Acre, em Rio Branco, presenciei o show dos locais Los Porongas, com a galera cantando e pulando desde o primeiro acorde...Isso porque era o lançamento do cd deles, lançado pelo selo Catraia Records. Imagine como não vai ser daqui a um tempo...."

thiago - É isso aí, Gabriel. Vamos esperar que seja uma profecia.. =)

Folha de São Paulo cita los porongas na Ilustrada

mais uma coisa que só descobrimos porque alguém achou na net e nos mandou. desta vez foi o william, de porto velho. Segue o comentário do brother no orkut e o link para a matéria na folha:

"Fiquei surpreso ao ver o nome da banda Los Porongas em uma reportagem do jornal. A reportagem era sobre "inclusão musical" e falava sobre sites que divulgam bandas.Em um quadro citando principais sites relacionados também informava quais eram as bandas divulgados por cada site e sitaram os Los Porongas.Parabéns, Los Porongas se espalhando pelo Brasil".

veja a matéria completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u58625.shtml
brigadão, william.

sobre o show de ontem no cafezin, sexta (17/03)

  • antes de mais nada parabéns para o c.a. de direito da faao (emanuel, ciro, rodolfo, márcio) pela iniciativa, organização (deu tudo certo e foi bem divulgado) e pela atenção com as bandas.
  • o espaço é massa demais mas tem o problema do som alto com a vizinhança. ponto negativo que não tirou o brilho do evento.
  • cerca de trezentas pessoas puderam ver:
  • a sufrágio, que segundo o "crítico" adaildo é bem legal;
  • a dona chica, muito mais entrosada e tocando mais músicas próprias, que predeu a atenção da galera reaggedubiando muito bem sob o comando do nosso brother lucas maná, que aliás, com uma arrojada presença de palco sempre dá um show à parte;
  • e os porongas. não tocávamos há algum tempo na cidade e estávamos mesmo afim de fazer um som. o clima era de brodagem, pela primeira vez tocávamos com a dona chica no mesmo palco, a equipe do james som tava numa boa vibe tb (o cássio, criando vários climas de luz nos shows e o beto fazendo milagre, por causa dos vizinhos!) vários amigos e fãs estavam por lá e a sonzera foi rolando. o repertório foi relativamente longo. destaco sos, música do capú, que tem uma receptividade muito boa. merecida homenagem ao primeiro grupo de rock autoral do acre; a música nova, como o sol, afinal nunca tínhamos executado ao vivo; e não há, pelo transe que se instalou no palco.
  • além disso o show contou com a participação candombleística do luqueta em homem amarelo (com direito a músicas incidentais do rage against) e do berrador oficial daniel soares, em subvertigem.
  • enquanto tocávamos, o adão fazia uma performace com os caras da tribalize pintando um painel que dizia "tô vazando". do caralho.
  • no mais... já umas três da madruga, foi jogar tudo na pampa do magrão, o poronga móvel, e levar pra caverna de ensaio mais uma vez.
  • resumo da ópera em doces palavras incautas: noite do caralho!!!

sem mais para o momento. subscrevo-me. pede deferimento. diogo soares